11 de dez de 2009

Tem dias...

Tem dias que agente acorda e não entende pq acordou... Não pq tenha acontecimentos catastróficos, ou coisas muito sérias que vc acha q era melhor dormir pra sempre. Mas tem dias que agente acorda simplemente pra escutar... ]

Não uma bela música, não um suspiro apaixonado, não o som da chuva cainda enquanto vc respousa no seu travesseiro...

Escutar o que as pessoas QUEREM te dizer. Não confunda com as pessoas que TEEM que te dizer. Existem pessoas que PRECISAM dizer as coisas pra vc. É como se fosse uma missão cumprida, uma meta, um objetivo traçado: "Vou dizer isso a ele.."

Geralmente, não é das melhores coisas. Ninguém precisa traçar uma META pra conseguir fazer um elogio, um comprimento, um reconhecimento... Essas coisas saem mais fáceis, talvez a intensidade seja possível de manipular, mas não é necessário grande esforço pra um elogio.

Uma crítica, uma pensamento que vc sabe que vai DE ENCONTRO ao pensamento da outra.. geralmente possuem PLANEJAMENTO e na maioria dos casos possui uma satisfação do EGO de quem fala. Tem gente que acho que chega ao orgasmo...

Isso pq não basta simplesmente reclamar algo de vc, ou discordar de vc ou demonstrar que quer falar algo que vai contra o q vc pensa... É preciso que você tome consciencia e guarde (bem lá dentro) que a pessoa X falou/pensa Y, E, O...

Ou vc nunca viu algúem te fazer uma critica e vc meio que dizer "Certo, entendo... vou pesar sobre isso..." e a pessoa fazer QUESTAO de repetir (quantas vezes necessário) até vc parar, digerir e ter uma REAÇÃO aquilo q ela fala.

É engraçado...

10 de dez de 2009

O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS

O BRASIL EXPLICADO EM GALINHAS
Luiz Fernando Verissimo

Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e o levaram para a delegacia.
D - Delegado
L - Ladrão
D - Que vida mansa, heim, vagabundo? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai para a cadeia!
L - Não era para mim não. Era para vender.
D - Pior, venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio
estabelecido. Sem-vergonha!
L - Mas eu vendia mais caro.
D - Mais caro?
L - Espalhei o boato que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as
minhas galinhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D - Mas eram as mesmas galinhas, safado.
L - Os ovos das minhas eu pintava.
D - Que grande pilantra.. (Mas já havia um certo respeito no tom do
delegado).
D - Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega..
L - Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.
D - E o que você faz com o lucro do seu negócio?
L - Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de
drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui
exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de
alimentação do governo e superfaturo os preços.
O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:
D - Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está
milionário?
L - Trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que
tenho depositado ilegalmente no exterior.
D - E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L - Às vezes. Sabe como é.

D - Não sei não, excelência. Me explique.
L - É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa.
O risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa
proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto
realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora fui preso, finalmente
vou para a cadeia. É uma experiência nova.
D - O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.
L - Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!
D - Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..

Luis Fernando Veríssimo.

CHEERS!

23 de nov de 2009

John Mayer - Battle Studies



Moçada, bão?! =)

Fazia tempo que queria escrever sobre o álbum novo do John Mayer, o Battle Studies, lançado no dia 17 de Novembro. Eu sou suspeito pra falar porque quem me conhece sabe que eu gosto muito das músicas dele, letras (principalmente), etc e tal... Me identifico MUITO com o trabalho que ele faz.

Nesse ele resolveu experimentar mais ainda que no Continuum e, por isso, é um pouco mais demorado pra digerir e entender a proposta às vezes. Mas continua tendo o “Q” de John Mayer claro.

Mas teve uma coisa que eu observei (ou inventei? =) ) sobre as músicas: elas se ligam. É quase um álbum conceitual parece. Um álbum conceitual são aqueles em que as músicas contam uma história mesmo, como um livro, contos, etc.

Então vai aí minha opinião sobre cada música e em baixo a historinha:

Heartbreak Warfare – Boa escolha pro começo do CD. Música forte e com muita ambiência. Uma das minhas preferidas.
Começa o álbum com uma música de relacionamento acabado recentemente “If you want more love, why won’t you say, so?”


All We Ever Do Is Say Goodbye – Baladinha boa que relembra um pouco a época do começo de carreira e me lembra um pouco de Confortable, pelo ar triste um pouco “pomposo”.
Essa música é quase uma resposta da outra pessoa para a primeira faixa. Como dizendo que não adianta se tudo acaba novamente.

Who Says? – Confesso que gostei muito da música qdo eu ovui a primeira vez, mas hoje ela é uma das que eu menos gosto no CD simplesmente pela semelhança com Stop This Train do Continnum, tanto na técnica de violão, andamento e o ar “tristinho”. Não entendam mal, gosto muito da música mas não é das mina favoritas.
A música é a fase do “grilo”. Já que não deu certo o relacionamento voltar ele resolveu “enfiar o pé na jaca”! =)

Perfect Lonely – Ótima música! Depois das 3 primeiras terem um clima mais sério e as vezes triste, nessa o CD acorda e fica mais alegre! Uma das minhas preferidas do disco. Leva a medalha de bronze do meu ranking.
Depois de “enfiar o pé na jaca” o cara liga o foda-se pq não conseguiu se relacionar com ninguém e resolve se sentir bem com o fato de estar sozinho a algum tempo. Então a solidão é perfeita! =)

Assassin – Essa disputa pau a pau a título de preferida do CD. Música muito experimental, muita ambiência, uma linha de baixo muito bacana e um refrão massa! Show. Fica em 2º no ranking.
Agora o cara depois de se sentir bem sozinho resolve se tornar o garanhão e sair roubando os corações das mocinhas. Até encontrar uma que fez com ele o mesmo.

Crossroads – O que dizer sobre ela? Eric Clapton... Se fosse do John Mayer seria a minha predileta do disco. Mas não é, então vamos tratar ela a parte.
Ela tbm não encaixa na história que to contando. Se forçar até encaixa, mas vamos deixar de lado... Vamos dizer que o cara transtornado pela assasina da música passada resolveu pegar a guitarra e tocar um cover de um artista que ele gosta. =)

War Of My Life – Minha predileta hoje (e isso pode). Gosto do andamento da ambiência, do tecladinho no fundo e da letra. Mas isso é muito pessoal então talvez não entendam pq essa é a melhor pra mim. Perfeita...
Depois de terminar um relacionamento, ficar doidão, se sentir bem sozinho e começar a roubar os corações das mulheres ele dá uma parada e resolve que vai enfrentar a vida de frente.

Edge Of My Desire - No começo me lembrou as baladinhas de Joe Satriani. Ótima música e bem emocional. A música tem um ar mais melancólico, meio desesperado, meio de súplica, quase um pedido de ajuda...
Enfrentando a vida de frente o cara então resolve procurar a mulher lá da primeira música e dizer que ela é o eixo dos desejos dele e que ele não quer esconder isso mais.

Do You Know Me – Outra música bem experimental e bem diferente das músicas “normais” do John Mayer. Me lembrou uma musica do Incubus (vou vcasculhar e coloco aqui pra vocês qual é). Boa pra ouvir em casa, relaxando, tomando um vinhozinho. E claro, tem a cena célebre da “flor no cabelo de uma moça” que eu sempre que escuto imagino na hora a cena e abro um baita sorriso.
Parece que depois da súplica da música passada ele ainda sente um coisa pela mocinha mas parece que se torna algo mais platônico, algo mais distante, como um sonho. Parece que deu errada a súplica e ele levanta a questão se a mocinha o conhece realmente.

Friends, Lovers or Nothing – Ótima música! Ótima letra, ótima reflexão e, como é meio característica, ele fala de verdades que as vezes ignoramos e de forma simples. Essa fica em 4º lugar no meu ranking do disco.
Agora ele resolve colocar um ponto final na história. Tentou, voltou, ficou meio num chove num molha. Então percebe que não dá certo ficar no meio do caminho. É tipo: ou vai ou racha.

Half Of My Heart – A música é bacana animadinha. Mas não sei se é só eu, mas a participação da Taylor Swift... sei lá, me soou meio artificial. Por isso, não entrou no top 5. Porém a letra é muito boa e novamente bem pessoal pra mim.
Depois do último relacionamento o cara decide q não vai amar mais nada e aparece uma pessoa muito especial na vida dele. Porém, como já passou por poucas e boas acaba se dividindo em duas pessoas e só consegue doar metade do seu coração. E ao mesmo que ele não consegue parar de amar, ele não se permite amar.

Que viagem né!? Ahahaha!
Sei lá isso tem algum sentido ou é forçado demais, mas julgando que que o álbum é baseado em experiências dele nos últimos anos, não duvido que possa ter algo desse tipo ligando as canções. Vai saber né...

RESUMINDO: Recomendadíssimo!

Agora é ralar e começar a tirar as música pra poder tocar! 

CHEERS!

17 de nov de 2009

Justo! Video Release

Tá aí moçada o vídeo release da banda Justo!
Espero que vocês gostem!

Assistam e comentem!



Cheers!

3 de nov de 2009

"Not on révens dór..."

Esse é "velho", mas eu acho engraçado demais.
Racho a cara de rir...



CHEERS!

2 de nov de 2009

Constatações

Bom pessoal, voltei de Minas Gerais de uma viagem de só 2 dias, mas com algumas constatações:

- Se vc vai viajar de manhã, no dia anterior não saia, tome todas e chegue 5 da manhã: você pode perder o voô e até um dia inteiro da sua viagem;
- Celular é uma coisa importante até mesmo quando não envolve ligar/receber ligações ou lista de contatos;
- É fácil receber críticas sobre algo que você não está comprometido;
- Pessoas que falam fechando o olho me irritam;
- Pessoas que querem ter razão em tudo me irritam;
- As pessoas não terem idéia do que você faz é bom. Faz você perceber que a chama por fazer e ser reconhecido por isso ainda está lá e não foi embora como às vezes pensou;
- Tentar ser "O Impostor" não é fácil. Não foi dessa vez que eu tive sucesso. #fail;
- Eu quero tocar em MG! A maioria dos cartazes e bares que vi tinham
música ao vivo, com banda e... de ROCK!;
- Não viaje só com cartão. Dinheiro vivo faz (muita) falta;
- iPod/MP3 Player faz (muita) falta;
- Subir ladeiras com alcoól na cuca é fácil / no dia seguinte não;
- Notebook + filmes/seriados/vídeos é o melhor passatempo num avião/ônibus. O tempo passa rapidinho. Só não esqueça de estar com a bateria carregada;
- Viaje! É um momento onde você pode pensar e renovar, nem que seja só um pouquinho;

CHEERS!

31 de out de 2009

Motivo

Simplesmente perfeito:

Motivo
Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste :
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
– mais nada


CHEERS!

Céu


Continuando a onda de vídeos do YouTube (ainda acho que o Youtube foi uma das melhores criações na Internet) posto esse vídeo de uma cantora que não conhecia: Céu

Tudo bem que "recebi" essa indicação não pelas melhores vias, mesmo assim PIREI! Não conhecia e agora sou fã. Muito, muito, muito bom mesmo. Ave Maria do Céu! =)



Com vocês: Céu - Lenda



Pra quem quiser acompanhar a letra: http://letras.terra.com.br/ceu/504435/

CHEERS!

26 de out de 2009

Tarantino's Mind

Na onda de "Bastardos Inglórios" vi este curta brasileiro com o Selton Melo e Seu Jorge chamado Tarantino's Mind.

SHOW!

Assistam! Valeu a pena...



Cheers!

Orkut/Twitter

Muita gente tem me perguntado pq eu saí dos Orkuts/Twitters da vida... Acho legal a preocupação de alguns, bom a curiosidade de uns e me espanto com a maldade de outros.

Alguns perguntam por que são meus amigos, queriam ter contato comigo também por lá.
Outros perguntam apenas o pq, apenas pra ter mais uma informação, especulando se foi por algum problema (pessoal/mulher/etc - povo só pensa isso).
Há outros que não perguntam, mas já pre-julgam e afirmam que foi isso, foi aquilo e que eu não deveria fazer isso.

Bom, o Orkut.. whatever... Já não vinha utilizando muito ele mesmo. Usava pra divulgar a banda, divulgar shows, adicionar todo mundo que adicionasse pra q mais pessoas pudessem ter acesso aos materiais da Justo! Mas pra q? A banda já tem 2 perfis lá, cheios de links, materias, fotos, ou seja: TUDO! E se caso a pessoa não queira acompanhar a banda ela não precisa ficar recebendo informações só pq é meu amigo ou pq me conheceu no churrasco da Lurdinha (Quem é Lurdinha?)

O Twitter eu usava pq achava legal! Achava bom. Chamei um monte de amigos pra usar tbm, conhecidos. Morria de rir e gostava de postar as coisas lá. Mas infelizmente, tem gente que não entende como funciona aquilo. Tem gente que acha q TEM que seguir as outras pq conhece e depois fica TODA HORA reclamando "Ou.. vc fala demais lá.", "Ou você fica toda hora postando. Vc não faz nada na vida não?" Então invés de simplesmente dar um clique e não receber mais o que eu "falo demais" é melhor ficar torrando a paciência e criticando TODA VEZ que encontra. Mais uma vez, pra que né?

Twitter e Orkut não são VIDA! São apenas mais meios de comunicação. Então resolvi tirar duas coisas que, infelizmente, não acrescentaram NADA na minha vida a não ser expor minha vida. Hoje ainda utilizo as duas ferramentas, mas pela banda. E não é só eu quem posta, não é só eu que controla. Todos da banda tem acesso as contas e respondem por elas. Gosto muito mais de ficar aqui só no blog mesmo, escrevendo o que eu quero num espaço que é meu (e não compartilhado por trocentas pessoas).

Mas por favor, não gaste seu tempo pra falar que eu estou escrevendo demais no blog, que eu fico colocando foto demais, que fico colocando link, whatever... Se você, veio acessou é pq estava interessado em ler/ver. Se quiser discutir SOBRE o que eu posto ótimo! Vou adorar! E mesmo se for pra me xingar por algo que falei aqui, que você não concorda, mostrei, etc. Agora, se for pra analisar outras coisas, por favor, você não é obrigado a ler o que eu escrevo aqui, então: fuck off.

Mas uma coisa é verdade: depois que saí dessas comunidades, ninguém acessa mais meu blog. Kkkkkk

Cheers..

25 de out de 2009

Cheguei...

Hoje cheguei.. Vim cantando as pedras e finalmente cheguei. Pelas circuntâncias acho que demorei, não sei... Mas sinto que cheguei.

Confesso que não gostaria de ter vindo até aqui. Durante minha vida tentei tomar atitudes, desenhar caminhos, tentando evitar estar aqui. E não consegui... Sinto frustrado por tantas vezes ter tido tanta ilusão de que havia evitado vir. Muitas vezes cheguei perto, mas de alguma forma ou de outra consegui desviar.

Chego com muita bagagem. Inúteis, mas pesadas. A maioria delas estão cheias de medos, besteiras, decisões, angústias, loucuras, análises que me guiaram e que geraram tanto lixo e impurezas que acabaram por sujar e distorcer meu caminho e... me confundir pra evitar isso. Estou aqui por que de certa maneira como sempre temi este lugar, a idéia sempre me acompanhou, até que eu encontrasse.

Mas acho que sempre uma coisa me mostrava que não estava havia chegado até aqui: ainda tinha interesse próprio, forças de vontade de "ir embora" pq achava que era o melhor pra mim ficar longe daqui. Acho que na hora que eu chegava perto, algo ainda me mostrava que eu podia chegar do outro lado.

Hoje não mais. Hoje perdia a última coisa que me fazia querer desviar daqui. Não quero ficar aqui, mas cansei de tentar, pensar. A ação não vem. Aliás, a ação vem, mas não é a certa. No fim acabou vendo que tá tudo igual. Ficar acabado não vou também. Até pq nem pra isso tenho encontrado forças. Então nem revoltado, triste estou. Será que eu "desliguei" minhas emoções? Todas as tentativas acabaram gerando situações piores e tornando cada vez mais difícil de distinguir aonde fica o caminho. Uma coisa se mistura na outra e quanto mais eu penso sobre as coisas menos eu sei o que posso fazer pra ir em frente.

O fato de tanta coisa ter se acumulado dificulta meu julgamento. Hoje não sei o que é de verdade ou o que é ilusão resultado de todas essa minha "bagagem'.

Quem sabe este não seja meu erro.. Não sei.. Mas por enquanto vou ficando por aqui.. Sozinho (por culpa minha), com mais mil medos e traumas, com mais medo de me expor e com menos energia pra salvar o que ainda pode ter restado lá dentro...

Há um trechinho de uma música do Dream Theater que é perfeita pra onde estou agora:

"Still awake I continue to move along
Cultivating my own nonsense
Welcome to the wasteland
Where you'll find ashes, nothing but ashes"

20 de out de 2009

Árvore dos desejos

Bom dia moçada...

Hoje vi este texto e achei perfeito.. Leiam e comentem! Compartilhem suas opiniões!

Árvore dos desejos

Uma vez um homem estava viajando e, acidentalmente, entrou no Paraíso. No conceito indiano de Paraíso, existe a árvore dos desejos. Você simplesmente senta debaixo dela, deseja qualquer coisa e imediatamente seu desejo é realizado - não há intervalo entre o desejo e sua realização.

O homem estava cansado, e pegou no sono sob a árvore dos desejos. Quando despertou, estava com muita fome, então disse: "Estou com tanta fome, desejaria poder conseguir alguma comida de qualquer lugar."

Imediatamente apareceu comida vinda do nada - simplesmente uma deliciosa comida flutuando no ar. Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde a comida viera. Começou a comer imediatamente e a comida era tão deliciosa... Depois, a fome tendo desaparecido, olhou à sua volta. Agora estava satisfeito. Outro pensamento surgiu em sua mente: "Se ao menos eu conseguisse algo para beber..."

Como não há proibições no Paraíso, imediatamente apareceu um excelente vinho. Bebendo vinho relaxadamente na brisa fresca do lugar, sob a sombra da árvore, começou a pensar: "O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao meu redor zombando comigo?"

E os espíritos apareceram, e eram ferozes, horríveis, nauseantes. Ele começou a tremer e um pensamento surgiu em sua mente: "Agora vou ser assassinado, com certeza!!!!"

Conforme seu desejo, foi o que aconteceu.


Achei bacana o texto. Ele retrata muito bem o poder que nossos pensamentos tem sobre o que acontece na nossa vida. Eles determinam tudo: o que recebemos, o que doamos, como as coisas afetam nossas vidas.. ou seja, o que somos depende exclusivamente d e nossos pensamentos.

CHEERS

19 de out de 2009

Muito boa...

Canal de Vídeos

Moçadinha,

Quem quiser dar uma olhada nos vídeos da Banda Justo! é só acessar o Canal Oficial no Youtube (http://www.youtube.com./justooficial)

Essa semana postei 2 vídeos novos que gravei com o celular mesmo, só de bobeira.
A qualidade não tá das melhores, mas rola de escutar pra vocês conhecerem.

O primeiro é uma versão da música "Último Vestígio". Essa não é a versão OFICIAL, é só uma "brincadeira" mesmo, mas... eu gostei! :)



O segundo é uma música nova, chamada "O Que Te Faz Feliz". A letra é da nossa amiga Vivian Ribeiro e encaixou perfeitamente em uma múscia que eu já tinha. Resultado: SHOW! Vejam aí:


É isso aí galera!!

CHEERS

18 de out de 2009

Change...

Música mais verdadeira.. pago pau.. sou fã...
FODA!

Richie Kotzen - Change

Keep runnin' but theres no escape
Try move but your lying in the way
Look around and all your friends
Have been through what your doin'
And doin' it all thinkin'

Everything is gonna change
But life ain't gonna wait
You can fight it, but you know it
Never will change ain't nothin gonna change.. till you change

Your goin' out tonight been up two days
Your dead inside but your still awake
You walk around and everyone tellin' you beautiful
And your doin' it all thinkin'

Everything is gonna change
But life ain't gonna wait
You can fight it, but you know it
Never will change ain't nothin gonna change.. till you change

So far away from your home
No voice of reason completely alone
You know your shadow wont keep you warm

Everything is gonna change
But life ain't gonna wait
You can fight it, but you know it
Never will change ain't nothin gonna change.. till you change

CHEERS!

13 de out de 2009

Música: Pearl Jam - Backspace



Fazia tempo que não escutava Pearl Jam... Muito mesmo. Parei no tempo com os caras. Apesar de gostar muito havia me afastei do som deles. Nem eu sei explicar o porque, pois eu gostei (muito) da direção que banda tomou depois da fase grunge (e que até hoje a galera mais pede - Black/Alive/Evenflow/Jeremy). São ótimas músicas, mas Pearl Jam é BEM MAIS que isso.

E pra falar a verdade eu prefiro bem mais essa era atual do que a passada.

Foi aí que um colega de trabalho me alertou que eles haviam lançado um novo CD chamado Backspace. Conferi e...

ACHEI FODA PRA C@R@LHO!

Vedder e companhia continuam mandando muito: Belas composições, melodias, sonoridade, letras... Enfim: BALA!

Pra mim foi surpresa, não por não achar o Peral Jam interessante, mas pq eu havia deixado de lado uma banda tão foda e ao reencontrá-la me surpreender.

Então moçada, pra quem gosta (ou mesmo que não gosta, mas quiser dar uma chance de apreciar um bom CD) está mais que recomendado.

CHEERS!

30 de set de 2009

Fotos - Justo! 5 Anos

Galera, pra quem ainda não conferiu, tá aí as fotos da festa de 5 Anos da Justo!

Justo! 5 Anos

Pura verdade....

"A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é e apesar daquilo que você é." Victor Hugo

21 de set de 2009

5 Anos...

E aí moçada! Long time no see, ahn?

Bom, hoje queria falar dos 5 anos da banda Justo!. Pra quem não sabe sou vocalista da banda desde o nome NoBreak, depois Mugsy e agora Justo!

5 anos! Ufa! É um tempo bacana, né? Pense aí o que são 5 anos na sua vida: é mais que o mandato de um presidente, uma faculdade, mais que muitos casamentos, etc. Pode não ser uma eternidade, mas é um tempo considerável.

Lembro bem do primeiro dia que fui cantar. Nunca tinha cantado (pra valer) na frente de outras pessoas. Cheguei com as minhas letrinhas impressas pq não decorei direito e TREMENDO MUITO. Inseguro! Era uma coisa muito nova pra mim. Não tinha experiência nisso e não conhecia ninguém ali direito. Foi trash, horrível. Mas por algum motivo(?) não fui chutado no primeiro ensaio.

Desde esse dia até hoje se passaram-se 5 anos. Anos de conquistas/derrotas, triunfos/perdas, crescimento/decepções, erros/acertos... Anos que me fizeram crescer muito como profissional e também como pessoa. Que fizeram enxergar e moldar muitas coisas sobre as relações humanas (irei escrever muitas sobre isso).

Tenho conhecido várias pessoas que se tornaram MUITO especiais e importantes pra mim. Tenho recebido muito carinho e amor até mesmo quando não os merecia. Sou muito agradecido por tudo isso: à Deus e às pessoas pelos momentos, oportunidades enfim, a tudo que tem me proporcionado.

É certo que recebi também muita pedrada, claro. É certo também que em muitos momentos também muita coisa pesa. Mas aprendi também que se colocamos a cara a tapa agente acaba recebendo: inevitavelmente. Chamar a responsabilidade requer mais responsabilidade: inevitavelmente. Mas acho que no final faz parte.

Mesmo com esses momentos os positivos superam (de longe) tudo isso. Mesmo quando tem tudo contra quando eu toco/canto e vejo uma pessoa abrindo o sorriso, cantando, dançando, simplesmente feliz de alguma forma por uma coisa que você está fazendo é imensamente gratificante e edificante. Me faz esquecer das coisas e lembrar apenas o porque faço isso Se a pessoa assistir uma música e virar as costas pensando “Que legal!”... Pronto!

E enquanto isso for suficiente, estarei por aí alegrando quem se alegra e incomodando quem se incomoda.

CHEERS E OBRIGADO A TODOS POR ESSES 5 ANOS DE CARINHO!

3 de set de 2009

50 perguntas para abrir sua mente

E aí personas! Bão!?

Quem me conhece sabe que gosto de auto-questionamentos, que nos fazem pelo menos um pouquinho refletir sobre nossa vida e nós mesmos. Que me segue no Twitter também sabe desse meu gosto por essa perguntas.

Outro dia minha querida amiga Robertinha me mandou um link do blog MuitoLegal e que escolhi postar aqui.

Essas questões não possuem respostas certas nem erradas. Às vezes perguntar a questão certa é a resposta.

Compartilhem algumas de suas respostas nos comentários.

1. Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?
2. O que é pior errar ou nunca tentar?
3. Se a vida é curta, porque fazemos muitas coisas que não gostamos e gostamos de muitas coisas que não fazemos?
4. Quando tudo foi dito e feito, você disse mais do que fez?
5. Qual é a coisa que você mais gostaria de mudar no mundo?
6. Se felicidade fosse a moeda nacional, que tipo de trabalho o tornaria rico?
7. Você está fazendo o que você acredita ou você está regularizando o que você está fazendo?
8. Se a média de vida humana fosse de 40 anos, como você viveria sua vida?
9. Até que nível você acredita que controlou o curso que sua vida tomou?
10. Você está preocupado em fazer as coisas corretamente ou fazer as coisas certas?
11. Você está almoçando com três pessoas que respeita e admira. Eles começam a criticar um amigo próximo, sem saber que você é amigo dele. O criticismo é estranho e injustificável. O que você faz?
12. Se você pudesse dar um conselho para uma criança que acabou de nascer, qual seria?
13. Você quebraria uma lei para salvar uma pessoa que ama?
14. Você já viu insanidade onde depois você viu criatividade?
15. O que é aquela coisa que você sabe que faz diferente da maioria das pessoas?
16. Quais são as coisas que te fazem feliz, mas não fazem todo mundo feliz?
17. Qual é a coisa que você ainda não fez e que gostaria de fazer? O que te impede?
18. Você está se segurando em alguma coisa que você precisa se desfazer?
19. Se você tivesse que se mudar para um estado ou país além daquele que você mora, para onde você iria e por quê?
20. Você aperta o botão do elevador mais de uma vez? Você realmente acredita que ele fica mais rápido?
21. Você prefere ser um gênio preocupado ou um simples pateta?
22. Porque você, é você?
23. Você é o tipo de amigo que você quer como amigo?
24. O que é pior, quando um grande amigo se muda, ou perde contato com um grande amigo que mora bem perto de você?
25. Pelo que você é mais grato?
26. Você prefere perder todas suas velhas memórias ou nunca ser capaz de ter novas?
27. É possível saber a verdade sem desafiá-la primeiro?
28. O seu pior medo se tornou realidade?
29. Você se lembra aquela vez que você ficou extremamente chateado há 5 anos atrás? Isso realmente importa agora?
30. Qual é a lembrança mais feliz da sua infância? O que a torna tão especial?
31. Em qual fase no seu passado recente você se sentiu mais apaixonado e vivo?
32. Se não agora, quando?
33. Se você não alcançou aquilo que procura ainda, o que você tem a perder?
34. Você já esteve com alguém, não disse nada, e saiu sentindo que teve a melhor conversa da vida?
35. Porque religiões que apóiam o amor causam tantas guerras?
36. É possível saber, sem dúvidas, o que é bom e o que é mal?
37. Se você ganhasse um milhão de dólares, você pediria demissão?
38. Você prefere ter menos trabalho para fazer, ou mais trabalho sobre o que gosta de fazer?
39. Você já sentiu que viveu um dia 100 vezes antes?
40. Quando foi a última vez que você andou na escuridão com apenas uma pequena faísca que você realmente acreditava?
41. Se você soubesse que todo mundo que você conhece fosse morrer amanhã, quem você visitaria hoje?
42. Você diminuiria sua expectativa de vida em 10 anos para de tornar alguém famoso?
43. Qual é a diferença entre estar vivo e realmente viver?
44. Quando é a hora de parar de calcular risco e recompensas, e simplesmente seguir em frente e fazer o que acredita ser correto?
45. Se nós aprendemos com nossos erros, porque estamos sempre com medo de cometer um erro?
46. O que você faria de diferente se soubesse que ninguém iria te julgar?
47. Quando foi a última vez que você percebeu a som da sua respiração?
48. O que você ama? Alguma de suas ações recentes abertamente expressou esse amor?
49. Daqui há 5 anos, você irá se lembrar do que você fez ontem? E um dia antes? E outro dia antes?
50. Decisões estão sendo feitas agora. A questão é: Você está fazendo-as por si mesmo, ou está deixando que outros as façam por você?

CHEERS!

28 de ago de 2009

Muito chão...

E aí personas!! Tudo bão!?

Aiai.. hoje acordei gripado mas renovado. Ontem fui no Bolshoi Pub aqui em Goiânia. Lá pra mim ainda é a melhor casa de Goiânia pra quem não curte sertanejo, pagode e axé e derivados.
Decoração FERA (ainda vou ter na minha casa aquele monte de posters de banda/filmes), som excelente, área para fumantes externa, heineken gelaaaaada (rs), etc... Mas não to aqui pra falar do Bolshoi.

To aqui pra falar do show. Pode até ser que eu esteja fazendo tempestade em copo d'água, mas é que eu precisava disso! :)

Ontem foi um tributo ao Dream Theater, feito pela banda Khallice. Escolheram muito bem o repertório: tocaram na íntegra o álbum Images & Words, que pra mim divide a 1ª posição de melhor álbum do Dream junto com o Scenes From a Memory.

Tocar Dream Theater é uma tarefa árdua. Como as músicas são recheadas de variações, tempos e notas, quando se junta uma banda ao vivo pode ser um desastre ou pode ser FODÁSTICO. No caso da Khallice ficamos com a 2ª opção.

O som estava magnífico (se não me engano foi o melhor som que já escutei no Bolshoi, mais equilibrado, etc) e a musicalidade dos caras estava a 1.000. A banda super entrosada percorreu o álbum sem problemas: com tranqüilidade e segurança, ou seja, sem aquela expressão de estar LUTANDO pra tocar a música corretamente.

Como eu sou meio "maluco" por música, a todo momento vinha aquele calafrio, aquele arrepio diante de algumas partes e lembranças do show de 2005 do Dream Theater (muita saudade!). E eu estava precisando muito disso, sentir esse tipo de coisa, essa coisa do fã, essa sensação de gritar "PUTA QUE O PARIU!" ao ouvir uma linha de baixo, um som de teclado, um groove de bateria, uma levada de guitarra ou a voz do cara atingindo um Fá Sustenido.

Aliás, isso é outra nota a parte. Eu comecei a estudar técnica vocal a pouquíssimo tempo (3 meses) e hoje eu tenho a tremenda mania de ficar reparando como é que as pessoas estão cantando. E eu pirei pro Alírio Netto (vocal). Técnica espetacular, afinação, timbre (lembrava muito o LaBrie em alguns momentos) e muita sustentação. Choquei e mais ainda: me inspirei demais. Muitas vezes qdo agente vê esse tipo de coisa agente fala: "Nossa, q q eu to fazendo querendo cantar? Eu nunca vou ser assim!" Mas ontem não foi o caso. Na minha cabeça só passava "Um dia eu ainda vou conseguir cantar assim."

Ao final tocaram mais 2 músicas do trabalho autoral da Khallice: muito boas. Muita influencia de DT, mas creio que pra um lado mais metal melódico. Enfim, gostei pq a música tem boas variações.

Bom é isso. No fim o que eu achei que ia ser bom foi melhor e voltei pra casa feliz em ter presenciado mais uma noite transbordando de música bem tocada e trabalhada.

Parabéns a Khallice e parabéns ao Bolshoi!

CHEERS!

25 de ago de 2009

Deixa o Sol Brilhar

Deixa o Sol Brilhar
Edu Moraes

Me dê sua mão e vamos correr
Sem parar, até a vista escurecer

Feche os olhos e tente sentir
Não existe nada que vai te ferir

E se o mundo acabar?
Deixa pra lá
E se o ar me faltar?
É só não parar
E se o tempo parar?
É por que tudo está no lugar

Pelo menos essa vez
Pelo menos agora
Deixe a chuva que cai ir embora
Pelo menos essa vez
Pelo menos agora
Deixe o sol brilhar lá fora

Pegue impulso e pule nas minhas costas
Esqueça as perguntas, esqueça as respostas

Desate seus nós e vem sorrir
Abra o peito e deixe a voz sair

E se o mundo acabar?
Deixa pra lá
E se o ar me faltar?
É só não parar
E se você não chegar?
É por que você já pode voar

Pelo menos essa vez
Pelo menos agora
Deixe a chuva que cai ir embora
Pelo menos essa vez
Pelo menos agora
Deixe o sol brilhar lá fora

CHEERS!

18 de ago de 2009

Escrevendo Livremente

Por Reg Connolly

"Escrevendo Livremente" é o fluxo da consciência por escrito. Isto permite que você se torne ainda mais atento ao seu diálogo interno – a subvocalização a que todos nós nos ocupamos durante a maior parte das nossas horas acordadas.

Frequentemente o conteúdo desse diálogo interno pode ser inútil. Por exemplo, nós podemos passar grande parte do nosso tempo nos auto criticando, ou solapando a nossa confiança, ou repudiando as nossas próprias realizações, ou tendo "padrões devia fazer" que podem ter sido relevantes quando éramos crianças mas que hoje não são mais apropriados.

A técnica "Escrevendo Livremente" é uma maneira proveitosa da pessoa se conhecer e de por em dia o que ela subvocaliza. Também é um excelente exercício de limpeza mental para ser realizado ocasionalmente. E pode ser especialmente proveitoso quando você está num período muito estressante, sob pressão ou em pânico.
Abaixo está uma maneira da aplicação da técnica – experimente para descobrir a maneira que funciona melhor para você.

1. Escolha um período do dia em que você consegue ficar sozinho e sem ser perturbado por cerca de 10 a 15 minutos.
2. Tenha à mão um lápis ou caneta e algumas folhas de papel – serve papel de rascunho visto que você mais tarde vai destruir o que escreveu.
3. Agora comece a escrever. E já que começou, continue a escrever sem parar! Não importa se você não consegue se lembrar de alguma coisa para escrever – nesse caso apenas escreva: "Eu não consigo me lembrar de algo para escrever, etc., etc."
4. Você escreve tudo que vem a sua mente – tão rápido quanto puder – sem parar, conforme for acontecendo!
5. Não censure – deixe tudo aparecer no papel – não importa se for incomum, surpreendente ou inaceitável.
6. Você na realidade está transcrevendo o seu próprio diálogo interno. Escreva rápido e furiosamente. Cada simples pensamento. Mesmo os que são irrelevantes na aparência.
7. Pare de escrever depois de fazer isso pelo menos durante dez minutos ou de maneira ideal, quando os pensamentos deixarem de fluir completamente.
8. Agora faça um intervalo de cerca de cinco minutos. Levante-se e caminhe um pouco. Faça algo não relacionado com essa atividade. Você está fazendo isso para mudar o seu ânimo.
9. Agora retorne e leia o que você escreveu. Perceba as questões que surgiram.
10. Agora racionalize sobre essas questões.
11. Quando você tiver terminado, destrua as anotações. Essa é uma etapa muito importante porque destruir as anotações alguns minutos depois de escrevê-las o convence que ninguém, exceto você, irá ler o que escreveu. E isso o convence de que está correto colocar tudo no papel.

Esse método funciona melhor quando é feito regularmente por algumas semanas. É tanto uma maneira de desanuviar a sua mente como de desenvolver a consciência do que você fala para você mesmo dentro da sua cabeça.

O artigo original, em inglês "Writing Freely" encontra-se no site:
http://www.pe2000.com/writing_freely.htm

P.S.: Texto retirado do site Golfinho"

CHEERS!

17 de ago de 2009

Doing What The Devil Says To Do

Doing What The Devil Says To Do
Richie Kotzen

I find it hard, to believe
It took all of my living years for me to see
The most of the things I´ve ever wanted
And most of the things I´ve ever owned, keep me from knowing my
soul

I feel i´m falling into a trial
I´m listening to a lot of people telling me what I could have
And you know, it´s sound so good, when your head is full of
substances and deceive
I don´t wanna be lonely, I need a word
I don´t wanna be hurted the way that I am

And i´m trying to talk to an angel
But I feel like i´m talking to myself
No matter how hard I try to live
Or how much I believe in you, i´ll keep doing what the devil
says to do
i´ll keep doing what the devil says to do

I keep talking to myself and the conversation never seems to
change
You´re a liar, you´re a fool and you think you´re paying dues
saying that you´re hopeless, faithless, but that ain´t true
You´re just living something I can´t find my way out of

And i´m trying to talk to an angel
But I feel like i´m talking to myself
No matter how hard I try to live
Or how much i believe in you, i´ll keep doing what the devil
says to do
i´ll keep doing what the devil says to do

And I listen to my heart, I listen to my soul and i´m doing what
my heart tells me to do
I´ll keep doing what the devil says to do

6 de ago de 2009

Bacana!

Pessoas,

Valeu demais pelos comentários. Muita gente não comentou aqui, mas comentou comigo ou me mando email/mensagem.

Pensei que por um post mais "pessoal", ninguém ia muito comentar algo. Mas me enganei.
Que bom! :)

Valeu mesmo!

Cheers!

5 de ago de 2009

Quem vê cara...

Bom galera estou meio ausente daqui não é? Mas será que alguém acompanha isso aqui? huhu..

Ultimamente tenho pensado em escrever sobre algumas coisas pessoais. Tenho recebido algumas críticas e feito auto-críticas que queria compartilhar. Mas vou pincelar sobre uma que eu as vezes acho engraçado, mas as vezes me incomoda. É quase um mini-desabafo.

Mas pensei em escrever sobre isso porque outro dia encontrei com uma pessoa que me conhece pouco. Até acho que esse foi o primeiro dia que trocamos mais que duas frases. E no meio da conversa a pessoa me solta uma coisa que tenho escutado sempre depois dos meus 18 anos: "Eduardo, você é metido demais, esnobe, estrelinha..."
Logo em seguida perguntei "Mesmo? Você acha? Mas assim, porque você acha isso? O que eu faço pra que você tenha essa opinião?" E a resposta nesse caso foi como em 90% das outras vezes "Sei lá.. você parece, você tem cara..."

Justo eu que passei minha adolescência inteira morrendo de vergonha de sair na rua pq minha cara era um chockito ambulante e todo mundo zuava com a minha cara? Mal tinha coragem de falar com as pessoas. E ainda hoje tenho medo de falar com as pessoas. Mas graças a Deus as espinhas se foram, agora é só mesmo a cara cheia de buraco. Ou como ADORAM falar por aí: areia-mijada.

Bom, eu já não me importo mais um monte de gente pensar isso. Quem me conhece mesmo sabe como eu sou e o mais importante: eu me conheço como eu sou. Mas mesmo assim ainda queria entender direito o que me faz "ter cara de esnobe".

Será que é pq eu tenho alguns umas "nóias" e sempre fico na minha na maioria dos ambientes? Assim.. Eu sou extremamente tímido. Não gosto de invadir ou de me intrometer onde não sou chamado. Tenho essa preocupação constante. Então na maioria das vezes, principalmente quando não conheço as pessoas, eu prefiro ficar na minha. Confesso que não sou de chegar no lugar e sair brincando, conversando, pegando, abraçando, falando que adora, que ama, etc. E não acho nem um, nem o outro certo. Acho apenas que são jeitos diferentes de ser.

Será que é por eu ser reservado? Por não abrir mesmo muito minha vida e ser mais reservado sobre o que falar dela pra todo mundo?

Não sei.. pode ser. Mas daí isso ser metido ou esnobe?
Minha concepção sobre esse termo é diferente e por isso eu fico um pouco chateado as vezes qdo falam isso pra mim. Sempre trato todos com educação, tento sempre deixar os outros a vontade, tratar todo mundo igual, não me intrometer e fico na minha. Justamente pra não correr esse risco e parece que isso acaba fortalecendo esse tipo de pensamento nas pessoas. Pra ajudar isso tudo acabei me tornando vocalista de uma banda. Pronto! Isso já é o bastante pra se tornar metido. Se você é o vocalista, logo você é metido e exibido. O que mais uma vez discordo profundamente (não só em relação a mim).

Mas até aí eu entendo, mas não concordo. Entendo porquê esse tipo de impressão da pessoa, depende de momento (vai q eu tava griladão na hora), depende de estereótipos (como no caso do "ser vocalista"), etc. Também pode ser esse meu jeito mesmo mais “low profile”, essas minhas nóias de achar que está incomodando alguém e ficar na minha ou essa minha timidez/medo excessivos. Não concordo porquê pra emitir um julgamento assim eu preciso conhecer a pessoa melhor. Mas claro.. isso eu, né?

Mas a parte que me incomoda é a parte do por eu ter o estereótipo de metido eu ser “proibido” de algumas coisas. "Proibido" de sentir orgulho/felicidade de algo que agente faz. "Proibido" de se sentir feliz. "Proibido" de receber elogios ou de se fazer elogios a mim mesmo.

Isso realmente me incomoda.

Quando eu falo em “proibido” é que toda vez que algo assim chove gente falando que eu sou esnobe, metido, etc. Se eu acho que eu sou um bom jogador de peteca (o que não é o caso hehe) eu sou 10x mais metido. Porque como já “sou metido” se eu me elogio é assinar embaixo. Aí a pessoa já comenta: "Olha lá.. tá vendo! Não falei q o cara é metidão." Se eu me sinto feliz sempre tem um neguinho “Ih, mas ta metido ein?”

Ah e claro já ouvi várias vezes: "Eu nem gosto de falar isso pra você, pq vc já é todo cheio de si. Mas foi bacana tal atitude sua." Poxa, a pessoa vai te fazer um elogio e antes disso tem que dar uma criticada. Além disso tem gente que não abre pra elogiar, mas só pra te detonar. Sabe aquelas que precisam te diminuir sempre perante as outras? (assunto pra outro post).

Meses atrás eu ouvi que eu era metido porquê quando acabou um show eu fiquei sorrindo demais pras pessoas. Ri muito depois disso também.. hehe

Se eu comentar então de relação homem x mulher aí lascou! Você não se interessar por alguém que te “deu moral” é um PECADO! É o atestado de metidez. Pra ser humilde tem que dar moral pra todo mundo e, pra ser o Sr. Humildade, tem que pegar todas.

Sei lá. Acho estranho. Muitas vezes sinto falta de poder fazer, falar, receber cumprimentos e elogios, etc sem despertar esse tipo de julgamento o que acaba me podando várias e várias vezes.

No fim tudo isso deve ser uma bobagem. Eu tenho mesmo que aprender a aceitar melhor tudo isso e deixar pra lá esse tipo de coisa.

Enquanto isso, vou desabafando aos poucos. =)

Cheers!

21 de jul de 2009

É disso que eu estou falando!

E aí moçoilas, fimose?

Hoje não vou filosofar, não vou criticar ninguém nem ponderar sobre os catetos do quadrado da hipotenusa que fazem a Terra girar como de costume. Vou só comentar do show da banda Justo! no fim de semana em Barra do Garça (MT)/Aragarças (GO).

Pra quem não sabe sou vocalista/guitarrista da banda de pop-rock Justo! (merchan -> www.bandajusto.com.br) e fomos fazer pela primeira vez um show tão longe de nossa base (Goiânia, GO) e assim, para um público totalmente diferente. Já fomos tocar em Caldas Novas, mas como é bem mais perto, sempre tinha uma galera nossa daqui que nos acompanhava. Desta vez éramos apenas nós entrando em contato com um público totalmente novo.

Mas esta festa é tradicional na região e eram esperadas em torno de 2.500-3.000 pessoas (nessa parece que chegou a mais de 4.000). Aí sim, o maior público para nós.

Isso tudo era estimulante: novo público, público “bem” maior, palco maior, iluminação, etc e claro a pressão e responsabilidade também eram bem maiores.

E não vou negar estava nervoso, estava ansioso e me questionava o tempo todo. Questionava não se eu ia dar conta, mas como é um público novo, como riai ser a recepção. Eram 3.000 pessoas, será que elas iriam estar respectivas e PERMANECER receptivas? Será que conseguiríamos atrair a atenção das pessoas totalmente desconhecidas por 2 horas? Isso não é fácil e está longe de implemesmente saber tocar ou a banda estar ensaiada.

E por essas coisas a semana inteira estava focado nisso. Entenda focado e não bitolado. Sempre que podia estava pensando em como aproveitar o espaço que teria, em como dissipar a energia que sinto quando estou em cima do palco me apresentando (que é um assunto que eu quero falar dele ainda aqui). Assisti muitos DVDs/vídeos de bandas que gosto tentando extrair os comportamentos que me fazer gostar do que eles passam. Assisti vídeos de apresentações nossas antigas tendo extrair também coisas que eu considero bacana.

E com o pensamento no show, virei a noite de sexta pra sábado e fomos embora de Goiânia as 8h da matina. A viajem foi divertida e não conseguia apagar. Falei potoca a viagem toda. Almoçamos a beira do rio (diga-se de passagem estava num sol lindo e a paisagem era inspiradora) e fomos passar som. Aqui começa o que eu gostaria de comentar com vocês.

Primeiro a bateria. Pra quem me conhece bem sabe que eu sou meio aficionado por bateria. Não sei tocar, mas tenho um sonho que é de tocar bateria. Vivo fazendo batuques, com o dedo, pé, braço, caneta.. qualquer coisa. Bom e aí ligou o bumbo da batera: “TUM”... e veio um sorriso em mim que fazia tempo que não dava. Aquele sorriso de menino quando ganha o presente que pediu pro Papai Noel, sabe?

E assim foi, passamos todos o som, ficou tudo “no jeito” e fomos pro hotel descansar. Chegamos lá e o pessoal capotou, claro. Todo mundo estava cansado. Eu não consegui dormir. Tentei, mas não consegui. Não me sentia nervoso, com medo... nada disso. Me sentia apenas com vontade de subir lá e fazer logo. Eu estava com pressa! Queria que chegasse logo! Cadê os outros presentes Papai Noel? hehe

Chegamos lá pra tocar e aí tinha esperar pra entrar e aí decidi que queria um espaço pra mim. Falei pro pessoal que iria dormir dentro da van um pouco antes, já que não tinha dormido no hotel. E fui pra lá. Fiquei lá durante uma hora mais ou menos imaginando. Repassando o repertório, lembrando das notas, lembrando dos vídeos que falei antes, ouvindo o público chegar na festa. Ninguém ali estava pra ver a banda Justo! pois o foco era a festa e não a banda. Mas eu queria que eles saíssem de lá querendo ver de novo. Me conencentrei.

E assim nesse espírito tinha chegado a hora. Oração antes do show agradecendo por tudo que estava acontecendo. Alongamento. Aquecimento de voz e chegou a hora e PÁ! Me senti natural. Foi como se eu estivesse lá no meu quarto, das milhões de vezes que peguei meu violão qdo eu era mais novo e fingia que tinha um montão de gente na minha frente.

E graças a Deus a galera aprovou. O pessoal, ficou atento ao show. Via as pessoas lá no fundo com a mão levantada, cantando, dançando, deixando levar. A resposta que me deram não poderia ser melhor.

Não fui infalível claro. Dei várias escorregadas mesmo. E não me condeno por isso. Acho que pela primeira vez não deixei essas coisas me abalarem. Não deixei minhas falhas falarem mais alto do que meus acertos.
Talvez porque, essa foi a primeira vez que não tive como objetivo ser perfeito ou ser o melhor de todos. Meu objetivo era ser o melhor que eu poderia ser nesse momento da minha vida: com a pouca experiência de palco/público que tenho, com a pouca técnica vocal que tenho, com toda a timidez e auto-crítica que tenho... ou seja, mesmo com todos os meus defeitos tirar o melhor que eu (hoje) posso dar. E eu consegui!

Pode parecer uma coisa tão boba, tão pequena... Mas certamente pra mim não foi.

Mais uma vez obrigado ao pessoal de Barra do Garça/Aragarças/Ipor/Goiânia (tinha gente de Goiânia também) que estava lá, falou comigo depois, me deu a maior força.

OBRIGADO POR ESSA EXPERIÊNCIA MARAVILHOSA DE VIDA!


Cheers!

17 de jul de 2009

Is this love?

E aí pessoal, beleza?

Clichê esse tema né? Também acho!
Mas é que essa semana escutei e presenciei algumas situações que me levaram a refletir muito sobre o que é o tal AMOR.

Ouvi essa semana que eu não sei o que é amar. Que um dia Deus iria me mostrar corretamente o que um amor sublime e abençoado é de verdade. Me disseram também que sou egoísta por não concordar com algumas coisas nesta forma de amar.

Acredito que amar não é nenhuma fórmula e assim como cada ser é único. Acredito que cada amor também pode ser único, de cada relacionamento, mas também...

... acredito que o amor seja um sentimento que sirva para engrandecer as pessoas do qual participam. Acredito que o amor traga paz a vida dessas pessoas. Que venha ajudar no caminho para a realização de sonhos. Acho que o amor não venha para mudar o sonho de alguém, venha justamente para dar mais alicerce para que o outro consiga seu sonho.

... acredito que o amor seja um sentimento desprovido de cobranças. Pra mim amor não é um sentimento que suga, mas um sentimento que acrescenta. Não digo que não possa ter algumas coisas que esperamos de quem amamos, mas creio que o amor nos faça entender o outro, mesmo quando o outro não pode corresponder suas vontades.

... acredito que o amor seja um sentimento acompanhado de equilíbrio. Que ele saiba quando se mostrar e também saiba se guardar para o momento certo.

... acredito que o amor seja um sentimento que deixe o outro respirar e que não exija 100% de companhia, que não exija dedicação exclusiva a este amor.

.. acredito que o amor seja um sentimento que sempre está acompanhado de confiança no outro. Não digo uma coisa, que ignore tudo. Mas que se baseie na premissa que a outra pessoa mereça sua confiança.

... acredito que o amor seja um sentimento que sempre está acompanhado de respeito. O respeito ao espaço do outro. Respeito ao direito do outro.

... acredito que o amor seja um sentimento que não seja voltado para ele mesmo, ou seja, que só pense nele mesmo. O amor se adapta, se acomoda, se ajeita ao ambiente. E mesmo que o amor seja rejeitado, ele não agride.

... acredito que o amor seja um sentimento completamente diferente de qualquer coisa que traga medo, angústia, aflição ou preocupação.

... acredito que o amor seja um sentimento completamente diferente de obsessão ou paixão, pois estes são sentimentos voláteis ou que remetem aos da frase acima.

... acredito que o amor seja um sentimento belo e que, quando é baseado nos valores, são apreciados e reconhecido pelas pessoas que o cercam, mesmo com as brigas e discordâncias eventuais (e normais) que um relacionamento passa.

Talvez eu não tenha tido sucesso com um amante. Talvez tenha cometido erros que levem as pessoas a achar que eu não sei o que é amar ou o que é o amor “abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Mas, mesmo assim, eu acredito que eu saiba identificar o amor. Saiba o que esperar dele. Saiba o que ele pode trazer e o mais importante eu acredito NO AMOR.

Cheers!

Grande observação: às vezes vocês podem pensar que tenha sido uma mulher que teria falado isso. Ou alguém nervoso, no meio de uma discussão acalorada aquela coisa de momento. Mas não... foi dito por um grande colega fora de discussão ou qualquer desentendimento.

Cheers²!

3 de jul de 2009

De dentro pra fora...

"Todos pensam em deixar um mundo melhor para nossos filhos. Mas quando iremos pensar em deixar filhos melhores para nosso mundo?"

Recebi um email com essa frase e pirei. Não é que é verdade?

Temos tentado mudar nosso mundo. Mudar o que está sendo feito hoje, mudar as pessoas socialmente ativas hoje para que no futuro nossos filhos tenham um lugar melhor.

Mas nisso, muitas vezes esquecemos de tentar que nosso filhos sejam diferentes. Que a grande mudança começa dentro de casa. Que a mudança tem que acontecer de dentro pra fora.

Mas, o que vai adiantar o mundo estar melhor e a proxima geração estiver com os mesmos pensamentos de hoje?

NADA!

É uma super proteção as crianças que elas crescem achando que podem tudo. Ninguem pode "danar" com o filho do outro quando ele faz algo de errado. Notas baixas na escola são culpa do professor ou da escola, nunca culpa da criança. Se o muleque apronta é normal, não pode brigar e não pode também ensinar nada. Temos que preservar pra que o indivíduo não cresça com "opressão" e acabamos criando a libertinagem na cabeça da nova geração que acha normal aos 8 anos pegar no "peitinho" da colega, ou acessar site de pornografia pesada na internet ou enganar ou bater no colega..

Lembro que antigamente tinhamos respeito e temámos nossos pais. Já imaginou quanta coisa você deixaria de fazer se seus pais estivessem por perto? Hoje não existe isso. Por que se o pai/mãe briga está errado! É opressão!

Não me entenda mal... Não estou defendendo bater, rigidez ou brutalidade. Não!
O que defendo é que é importante que se COBRAR e ENSINAR que na vida existem VALORES como RESPEITO, DIGNIDADE, CARÁTER, DECÊNCIA, HONESTIDADE, etc.

Valores que a cada dia que passa exaltamos que estão acabando, mas que em contrapartida quase nunca nos lembramos de passar pra nossos filhos e crianças.

CHEERS!

1 de jul de 2009

R.I.P. Michael Jackson

Bom.. demorei pra escrever de novo! Droga.. E além disso vou estar escrevendo sobre um assunto já velho (numa época onde a notícia fica velha em menos de 1 dia).

Eu sou fã do Michael Jackson. Não pensei em nada específico e nem quero ficar falando de dados específicos, da vida, das polêmicas, etc. Vou apenas passear por pensamentos que tive ao refletir a vida e as coisas que ele conseguiu e como eu acho que isso o influenciou de alguma forma.

Mas tem uma coisa que eu tenho certeza (e não é que ele é um ET hehe): Michael não era normal. E não falo pela sua criatividade, nem pelas polêmicas, não por isso. As idéias, as regras, os conceitos eram totalmente diferentes. Falo apenas pelo que eu posso imaginar que ele tenha vivido. Uma pessoa que vive 50 anos sendo 45 desses em carreira artística, ou seja, na exposição máxima, não pode ser normal. Não podemos pensar no Michael com o nosso pensamento, levando em conta nossos valores. Você já se imaginou no lugar dele?

Então vamos lá:

Você nasce. Aos 5 anos seu pai monta uma banda juntamente com seus irmãos. Mesmo você com 5 anos ele te coloca com o “Front-man”, ou seja, o líder de um grupo. Seu pai é um homem muito rígido e que deseja ganhar um money com seus filhos. Para isso ele não mede esforços e chega a bater (não é tapinha nem surra de varinha) exigindo que você seja excelente. E você passa a sua infância e adolescência assim: no mundo dos negócios e show business. Ter amiguinhos, escola, jogar um vídeo-game, bete, pelada, escorregar, cair, quebrar um dente... Não rola. Você passa toda ela viajando, fazendo shows e cumprindo compromissos, precisando sempre provar que é o bom. Não só para qualquer um, mas para o seu pai.
E aí quando você cresce você decide sair em carreira solo, porque você já começa a criar uma independência.

Parênteses: Aí que a coisa fica pesada. Lembra que quando você realiza um bom trabalho e é reconhecido, você fica contente e feliz. Certo? Não Mesmo que “só pra você” você fica com aquela sensação de “Eu sou bom nisso?” Certo?

Tá. Depois de toda essa infância perdida, sem saber o que é uma infância normal e sendo exigido a todo momento você continua. Então você “rala”, compõe, produz e lança o disco mais vendido no Planeta Terra em todos os tempos. Já imaginou você sendo essa pessoa? Junto a isso você revoluciona a indústria dos vídeo-clipes fazendo deles uma forma de “contextualizar” e até criar curtas metragens em cima das músicas. Ou seja, cria uma nova forma de expressão pra música. E claro, num rampejo de criatividade você também monta passos de dança que seriam reproduzidos, imitados por gerações. Você também (claro) é aclamado, tem milhões de fãs dispostos a dizer a você a qualquer momento o quanto você os inspira e o quanto eles gostam do que você faz. E lembre-se, tudo isso que você fez é numa época onde negros eram bastante discriminados dentro e fora do seu país. E você é negro.

Visualizou? Como isso entraria na sua cabeça? Bom, eu não sei como entraria na sua nem na minha. Mas é de se esperar que é muita coisa pra uma pessoa sem pouca preparação e que não conhece outro tipo de valores na vida. Michael não teve em nenhum momento o gosto do comum. O gosto de ser anônimo. O gosto de ser o menino Michael e não o Rei do Pop. Ele não teve a chance de “desencarnar” o personagem. Ele era o personagem Michael. Ele era aquele cara que se transforma em zumbi, que sobre em prédios, que voa, que no fim, pode TUDO.

Talvez por isso quando pode montou um parque de diversões pra ele morar. Talvez por isso gostasse de dormir com crianças e não achava isso uma coisa errada. Por isso talvez achava normal pegar um bebe e colocar na sacada. Talvez por isso era hipocondríaco e não admitia ficar doente. Talvez por isso resolveu desistir de combater o Vitiligo e ficar branco de vez ao invés de tentar se manter negro. Talvez por isso ficava dentro da sua casa o tempo inteiro, protegido por centenas de empregados, empresários, assistentes, etc.

Talvez ele tenha morrido sem saber quem era realmente Michael Jackson, pessoa.

A muito tempo ele não lançava nada, não criava nada. Mesmo assim, é ruim e triste saber quando alguém você admira não está mais entre nós. Que a energia que tanta gente recebeu e absorveu dele por tanto tempo não está mais irradiando por aqui.

R.I.P Michael Jackson

25 de jun de 2009

A História do Lápis

O menino olhava a avó escrevendo uma carta. A certa altura, perguntou:
Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
"Estou escrevendo sobre você, é verdade. Entretanto, mais importante do que as palavras, é o lápis que estou usando. Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse."

O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
“Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!”

Mas a Avó continuou:
Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las, será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

Primeira qualidade: você pode fazer grandes coisas, mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos. Esta mão nós chamamos de Deus, e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade.

Segunda qualidade: de vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo, e usar o apontador. Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final, ele está mais afiado.
Portanto, saiba suportar algumas dores, porque elas o farão ser uma pessoa melhor.

Terceira qualidade: o lápis sempre permite que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Entenda que corrigir uma coisa que fizemos não é necessariamente algo mau, mas algo importante para nos manter no caminho da justiça.

Quarta qualidade: o que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro. Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você.

Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida, irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação.

Autor desconhecido.


CHEERS!

23 de jun de 2009

Você sabe o que é procrastinar?

E aí galela! What’s up?

Tava aqui pensando em escrever sobre este tópico a um tempo e acabou que aconteceu comigo exatamente sobre o que eu iria escrever.

Você sabe o que é procrastinar? Ou você está igual o Zeca Pagodinho: nunca viu, nem comeu, só ouve falar?

Vamos a definição literal da coisa segundo o “pai dos burros”:
Procrastinar: 1. v. Tr. dir. Deixar para outro dia; adiar. 2. Intr. Usar de delongas. Do infinitivo latino procrastinare

Assim, procrastinar (ou postergar) é o ato de “deixar para amanhã o que você pode fazer hoje.” Ou seja, adiar as coisas sem um motivo concreto e real.

Nos tempos corridos de hoje procrastinar é um ato tão comum que em sua maioria não percebemos que o estamos fazendo. Há pessoas que se tornam especialistas na arte de procrastinar e acham qualquer desculpa para não fazer as coisas que precisa (e até mesmo QUER e GOSTA) no momento em que pode fazê-las. E claro, para elas aquilo não pode ser feito naquele momento, só depois.. e depois.. e depois.. e, isso, depois.

Você já pensou em fazer algumas coisas e quando surgiu aquele tempo “livre” pra se dedicar aquilo você simplesmente inventou, ou iniciou outra coisa e depois falou “nossa, não tenho tempo pra fazer as coisas que quero!”. E quando essas outras atividades “prioritárias” não levam a nada e você só percebe depois? Aí é bravo!

Além de nos frustrar muito, isso nos leva a perder o controle sobre nosso próprio tempo, nos estressa, irrita e prejudica em todos os aspectos da vida. É “tudo de ruim”.

Mas pra sair disso é preciso coragem. É preciso parar, pensar e assumir que estamos fazemos isso. E convenhamos é muito difícil assumir pra mim mesmo que estou jogando meu tempo fora e deixando as coisas que quero/importantes pra depois. É muito mais fácil continuar culpando algo externo (como o tempo, ou o mundo moderno) do que assumir que o problema é agente mesmo.

Mas suponhamos que tenhamos atingido esse nível e começamos a pensar no assunto. A “procrastinação” (cuidado pra não confundir com uma outra palavra parecida ehhe) sempre tem um porquê. Um porquê que mora bem lá no nosso interior, escondido (até de nós mesmos as vezes). E ai, temos que encontrá-lo para poder atacá-lo.

Geralmente o ato de procrastinar acontece ou porque não gostamos do que temos a fazer, por medo ou ainda por falta de tempo (que na verdade eu não acho um motivo e sim um sintoma).

Falta de prazer
Quando vemos que não gostamos de algo é fácil saber o porque adiamos sempre. É instantâneo. Tá ali, não gosto, vou fazer depois “essa coisa chata”. Nada mais natural! ;)
Mas e quando não percebemos que não gostamos? Aí que a onça bebe água! E pior, podemos “achar que temos” esse prazer, ou tentar acreditar que gostamos fazer tal atividade. Mas pêra aí. Se eu ADORO essas atividades e sempre fico as adiando por qualquer motivo, algo está errado, não?
Se é isso, talvez seja esse o problema. 

Medo
Aiai.. esse é dose. O medo geralmente está associado a alguma situação passada anteriormente, a baixa auto-estima.
Quanto a outras experiências é aquilo que já estamos cansados de escutar, mas que sempre é bom lembrar: se não deu certo uma vez, não quer dizer que agora não vai dar novamente. Alias a chance de dar certo é ainda maior, já que sempre aprendemos com os erros que cometemos. Mas, condicionar nosso cérebro a entender isso é bastante complicado. Para alguns isso é normal, pra outros é mais difícil. Isso serve também para a auto-estima baixa. Aquele medo de que “não temos capacidade de realizar tal coisa.” Por isso é importante, estarmos preparados e seguros do que vamos fazer.

Falta de Tempo
Essa é uma questão puramente gerencial. Mas na minha opinião ela acaba sendo mais um sintoma da procrastinação do que uma causa. Já viu aquela frase “Tempo é agente que faz?” Então. Claro que não dá pra “fazer tempo” pra tudo, mas é possível se organizar de uma forma que você faça pelo menos um pouco! Hoje em dia é assim, um trilhão de coisas pra fazer, resolver, etc. Mas se agente não deixar de fazer as coisas na hora, quem sabe o tempo fica mais “folgado”? Por isso, acho que se agente faz as coisas quando TEM QUE SER FEITAS o problema da falta de tempo cai por terra.

Eu não sou a melhor pessoa pra falar em como resolver isso porque acabo fazendo isso muitas vezes. Mas é bom agente ficar atento e dedicar a melhorar essas coisas pra que nossa qualidade de vida aumente! To longe de conseguir parar de procrastinar, mas quando você reflete e (principalmente) age em relação a isso as coisas melhoram bastante!

Então vamos pensar nisso, porque já chegamos no meio de 2009 (caraca!) e se ficarmos bobeando acaba o ano e deixamos de fazer metade das coisas que planejamos.

CHEERS!

18 de jun de 2009

Você tem... manias?

E aí personas!

Hoje tava reparando em como nós somos cheios de manias. Conhece alguém que não tenha uma? Vou mandar algumas (algumas mesmo) de minha pessoa. Será que alguém tem alguma parecida com a minha?

- Estralar o pescoço
Tipo de 10 em 10 minutos tem que dar uma estraladinha...

- Picar papel, destruir clipes, etc e tal
Deixar papel, clipes, coisas que se quebram facilmente perto de mim é fria. Na distração, pensando em qualquer coisa ou conversando eu começo a rasgar ou a destruir essas coisas sem ver. O clássico é aquele aparadorzinho de chopp de papelão nos bares. Nenhum sobra vivo e fica aquela mesa cheia de “farelo” do papelão...

- Conversar sozinho em inglês
Conversar sozinho todo mundo conversa.. Mas eu fico conversando em inglês e exatamente como estivesse falando com outra pessoa. Tipo pensando sobre algo que eu fiz “Man.. why are you doing this?”.. Pootz...

- Perguntar “ein” mesmo qdo entendeu o que ela disse.

Ah claro.. é que me cérebro tem um atraso de uns milissegundos e aí quando a pessoa termina a fala/pergunta meu cérebro lança um “ein” antes de processar a frase. E quando a pessoa vai repetir eu já começo a responder.. É irritante (até pra mim).

- Escrever palavras aleatórias treinando..
Se tiver papel e caneta perto de mim, não adianta eu fico escrevendo qualquer coisa o tempo inteiro.. Qualquer coisa, pensamento, musica q eu to escutando, uma palavra que o cara disse na televisão ali na hora...
(To achando que eu tenho problema com papel...)

- Tomar coca quente e comer pão com ketchup
Explico: quando era pequeno tive bronquite asmática e não podia tomar gelado de maneira nenhuma. Nessa época eu tomava refrigerante quente mesmo assim, porque eu não queria parar de tomar refrigerante e aí acabei acostumando. Se tiver aquela latinha de coca dentro no Pack sem gelo eu mando pra dentro mesmo...
Agora quanto ao pão com ketchup é porque eu gosto mesmo. Acho delícia... Mas hoje tem a versão “sofisticada” com molho barbecue.

- Tomar cerveja com pimenta

Essa foi recentemente. Eu adoro cerveja. Eu adoro pimenta. Então.. nada mais justo que juntar as duas coisas. E fica bom! 

- Tomar vodka, red bull e halls de melancia
Outra recente. To lá com um halls de “melancia” e aí me dão vodka. E não tirei o halls da boca. Ficou bom demais. Agora bebo direto eheh. Acho que vou lançar um drink. Tipo Halls On Ice..

- Escrever com reticências...
Isso é porque acho que uma frase eu não acabo a idéia e continuo na outra... Vai entender.

- Dormir sempre com lençol, mesmo qdo o calor ta insuportável.
Não dá pra dormir sem. Dá agonia. Pode dormir ser pelado, mas sem o lençol não...

- Olhar a hora no relógio para ver se os minutos estão com número par ou ímpar (como se fosse uma moeda)

Essa é foda... nem sei como explicar de onde surgiu isso. E o pior é que eu uso isso como um “cara ou coroa” ou como um “sim ou não”. É tipo assim: se estiver PAR é porque é SIM, se estiver IMPAR é porque é não sobre algo que eu estou pensando, ou me questionando... Insane!
o problema é que todo mundo acaba achando que eu to com pressa de tanto eu ficar olhando no relógio toda hora...

E você, tem alguma mania?!

Cheers!

16 de jun de 2009

Lost! :)

O Galhera (Ó! To até chamando de galera! To me achando ahn?!)

Muita vontade de escrever aqui.. Mas to numa crise de indentidade! Escrever como? Quais assuntos? Coisas engraçadas? Coisas de reflexão? Coisas do cotidiano!? I don’t know!

Alguns momentos penso em algo e paro “Não não... Muito analítico” e as vezes é exatamente ao contrário “Isso ta muito superficial.” Outras “Aff, ta muito engraçadinho e eu não sou humorista...” e em outras “Poxa, rolava de falar algo engraçado!”

E aí muitas vezes deixo de escrever por pura “manézisse”. Fico pensando demais sobre como isso vai transparecer e acabo não escrevendo. E pra que, certo? Sei lá.. acho que é o mesmo medo da vida “real”.

Então pensando nisso eu falei “Poxa, se é a mesma coisa da vida real vou escrever da mesma forma” Dar! Que óbvio não? Mas no sentido de escrever da mesma forma que eu sou: Às vezes sério, às vezes engraçado, outras bobo, outras dramático, outras sarcáscico, outras inteligente (essa nem tanto), etc.. Algo assim.

Na verdade é não pensar muito do jeito que ta saindo e apenas e escrever naturalmente, certo? CERTO!

Então vai lá né.. Vamos ver o que sair disso. Só sei que se continuar a mesma coisa é porque não mudou nada!

Cheers!

10 de jun de 2009

Será que é tão difícil assim?

Moçada, fimose? To meio que viciando em escrever nisso aqui, eheh.

Depois desse último post algumas pessoas comentaram comigo que é muito bacana, mas que é muito difícil sair da rotina.
Será mesmo gente? Será que é tão difícil mudarmos nossa rotina constantemente pra que possamos ver as coisas melhor, ver as coisas com maior amplitude e, como no último texto, viver?

Talvez porque quando pensamos em “mudar a rotina” pensamos em algo radical pra fazer AQUELA DIFERENÇA. Talvez pensemos, em um primeiro momento, que temos que mudar TODOS OS HÁBITOS DA ROTINA.

Não exergo bem assim. Toda mudança gera mesmo algum desconforto e quanto maior a mudança, claro, maior o desconforto. Mas penso que pra sair da rotina não precisem haver granders mudanças. Pequenas coisas podem dar um novo sabor ao nosso dia, ou àquelas atividades que fazemos corriqueiramente. É como o post anterior fala: Não necessariamente é preciso fazer outra atividade. Fazê-la de outra forma já é uma grande mudança.

Talvez pra sair da rotina, “re-inventar a roda” já é alguma coisa.

Você costuma usar sempre o mesmo caminho pra casa ou ir para o trabalho? Passe por outro caminho, veja outra paisagem (mesmo que seja dentro da sua cidade).
Você costuma correr, fazer cooper, caminhar? Mude de parque, mude de pista, mude de treino. Se caminhe, corra, se correr caminhe.
Você gosta de TV, música, entretenimento? Tem tantas opções, não se prenda a uma só. Procure, investigue veja e/ouça/experimente outras coisas.
Sempre vai ao mesmo restaurante? Peça outro prato, explore o que o restaurante tem a oferecer. Quando acabar vá a outro!
Mude o layout da sua casa, do seu quarto, decore diferente, vá a lugares que você não foi antes. O máximo que pode acontecer é você descobrir que ainda prefere o antigo, ou o que você está acostumado.

E isso que é o bacana! Porque depois de você experimentar outras coisas/modos quando re-passar pelo que era a “rotina” antes acaba tendo sabor de coisa nova. As tendências no mundo é essa, de tempos em tempos revisitar o passado mas com um sabor novo, com um “Q” de novidade, incorporando outras experiências. Seja uma roupa, seja a arquitetura, seja os novos carros, seja música, whatever...

É isso aí! Bora girar essa roda aí!!

Cheers!

8 de jun de 2009

VIVA!

Hoje nao é um texto meu, mas é um texto que achei MUITO bom e trás coisas interessantes para nós. Leiam...

VIVA!
Por Airton Luiz Mendonça
(Artigo do jornal o Estado de São Paulo)


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sangüínea.

Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho.

Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e "apagando" as experiências duplicadas.

Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.

Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência). Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa...

São apagados de sua noção de passagem do tempo...

Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações... enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.

Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.

Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a ... r-o-t-i-n-a. Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.

Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M ( Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente.

Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos... em outras palavras... V-I-V-A. Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.


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É isso aí gente. Lembrei deste texto porque eu mesmo preciso fazer o M&M. Agente se sente seguro dentro da bolha da rotina porque queremos sempre "saber o que vai acontecer". Só que é o que o texto diz: é tão previsível que é como se não estivéssemos fazendo.

Então vamos VIVER!

Cheers!

4 de jun de 2009

Não-verbal...

Alguém aí entende, se interessa ou leu algo sobre Linguagem Corporal?

Já li alguns livros sobre o assunto e acho fascinante como o inconsciente trabalha com nosso corpo. Fico também "de cara" como nosso cérebro interpreta esses sinais sem percebermos.

Quase todos movimentos podem ter relações ao que estamos sentindo. E o melhor é que (quase) nunca temos o controle sobre isso. Podemos disfarçar pra onde olhamos, o que falamos, a entonação da nossa voz, etc. Mas disfarçar o comportamento do nosso corpo é uma tarefa árdua.

Vou só passear sobre algumas coisas que lembro que achei muito bacana (tenho que ler mais sobre).

É meio obvio que a imagem de alguém com os braços cruzados dá uma impressão de que a pessoa está na defensiva, se protegendo de algo. Isso é muito claro e ao perceber isso descruzamos nossos braços para parecer mais “à vontade”. Mas assim como nossos braços as pernas e os pés também cruzam. Pernas, braços, punhos cruzados podem indicar que a pessoa está na defensiva. Até mesmo segurar uma pasta, caderno, ou qualque outra coisa, no peito (tampando o acesso a ele) também demonstra proteção, defesa.

Lembra quando nos deparamos com situações embaraçosas, ou complicadas temos a mania de coçar a nuca ou passar a mão na parte de trás da cabeça? Quando fazemos isso estamos reproduzindo o afago de nossas mães/pais quando ao acontecer alguma coisa acariciavam nossas cabeças para nos confortar. Fazendo isso acabamos nos confortando da mesma forma.

Falar com a palma da mão a mostra demonstra abertura para com quem você esta conversando. O contrário seria conversar com as costas da mão a mostra demonstrando uma posição contrária a outra pessoa. Apontar o dedo então.. nem se fala! :)

Tem aquela clássica também: aquela mexidinha no cabelo. Quem já não viu uma mulher fazer isso? Tentado mostrar sua beleza para nós?
Já para as mulheres o homem geralmente não tem cabelo longo, mas estufa o peito, alarga as costas, anda mais ereto, etc...

O rosto (que é lotado de músculos) é um dos mais fascinantes, mais sinceros (difíceis de disfarçar), sutis e perceptíveis para o outro. Ou seja, conseguimos captar, inconscientemente, uma pancada de sinais através do rosto da outra pessoa.

Esses são pouquíssimos exemplos e análises bem superficiais de tantas situações diferentes.

É claro que muitos desses sinais podem não ser absolutamente nada. Alguém pode cruzar o braço/pernas porque está cansado, passar a mão do cabelo porque está atrapalhando a exergar ou coçar a cabeça pode ser sinal de piolho ehehe. O importante é que nada pode ser analisado separadamente. É o conjunto desses sinais que acaba por “denunciar” a pessoa.

Pra quem quer saber mais vai aí as dicas (clássicas): O Corpo Fala e Linguagem Corporal

Cheers!

1 de jun de 2009

Bora marcar?

Boa semana pessoas! Como estão!?

Hoje o texto é pequeno.. mas é só pra comentar sobre a frase mais dita em encontros casuais: “Bora marcar de fazer alguma coisa depois?”

Quantas vezes por semana você não fala ou responde essa pergunta? Basta encontrar qualquer pessoa que sai isso automaticamente no fim da conversa igual como se fosse um “Oi, tudo bem?” no início (que é assunto pra outro post já que este também é uma convenção que também é muito engraçada).

Encontro uma pessoa que conheci na infância, converso algumas potocas e já fica na ponta da língua, coçando pra falar “Ou.. bora combinar de reunir o pessoal.. fazer alguma coisa?” e inevitavelmente o outro fala “Nossa, vamos demais.. me liga.” Encontro uma pessoa que conheci ontem e isso também vem logo logo na ponta da língua.

E as vezes você se lembra “Carambolas! Não tenho o telefone da pessoa... Como que eu vou marcar?” ou você pensa “Ué.. ele nem tem meu telefone, como é que vai me ligar?” Já aconteceu vezes até de pedir o telefone pra ligar, mas como nada aconteceu, quando chegou a época de dar uma “limpada na agenda” esse telefone acabou indo embora também. :)

Mas no fundo, nada disso importa! O importante é você deixar registrado que você quer fazer algo, que você aceita o convite. E é mesmo uma coisa interessante porque se você não mandar um “bora marcar?” ou não responder “vamos demais!” você corre o risco de ficar com uma fama de chato e a pessoa achar que você não gosta dela e não quer mais conviver com ela.

No fim das contas, dá pra contar nos dedos quantas vezes saiu alguma coisa de verdade do “bora marcar”. Na minha, acho que dá pra contar nos dedos da mão esquerda do presidente Lula..

Outra coisa legal é que existem as variações pro "bora marcar":
- "Dá uma passada lá em casa/loja/trampo/etc.."
- "Dá uma ligada..."
- "Vamo combinar de sair..."

E aí, galera, bora marcar?

Cheers!

27 de mai de 2009

O que é meu.. é meu!

Opa!

E aí pessoal? Tudo bem? Fimose? :)
(É muito estranho falar assim com o nada... hehe)

Post de reflexão..

Já viram como ficamos bravos, como sentimos uma quase ofensa quando outras pessoas nos dizem “Cara, você está errado.” Muitas vezes agente sabe que estamos, mas uma outra pessoa dizer isso dói demais dentro de nós mesmos.

E isso porque? Porque me sentir mal se outra pessoa fala que eu to errado sem nem mesmo discutir sobre isso...

Acontece que o ser humano é inundado de vaidade: o tal EGO. Por ser uma idéia, um objeto, um produto MEU ele imerge dentro do nosso ego. É “meu” carro, “minha” casa, “meu” celular, “minha" caneta e até mesmo “meu” Deus. A idéia do “meu” está acima de qualquer coisa. Aquilo é nosso e ninguém tasca. Quando alguém critica acaba ferindo nosso ego.

E isso ainda vai além! (Somos complexos demais) O que fica em jogo não é somente que “estamos errados” sobre tal assunto ou que meu celular está detonado. Todas as nossas crenças e concepções ficam ameaçadas. Alguém dizer que estamos errados nos leva a reconsiderar tudo: o nosso gosto pelo estrogonofe, nossa opinião sobre os ovinis, ou se falar meio cheio é mais certo que falar meio vazio. Parece que todas nossas idéias devem ser revistas.

E nem vem me falar que você não sente isso. Que lhe dá bem com a crítica. Lhe dar bem é o que fazemos, mas no fundo, lá no fundinho, agente sente um pequeno ressentimento.

No final, o que acontece é que gostamos sempre de continuar acreditando no que já acreditamos. Então mesmo sabendo que estamos errados, ou que nosso carro ta uma @#$% agente tenta milhões de argumentos internos pra mostrar que estamos certos em continuar tendo as idéias ou coisas.

Por isso, tenhamos cuidado quando criticarmos alguém.


Cheers!